|
Câmara Municipal
de Seia
Empresa Municipal de Cultura e Recreio – EMCR de Seia
Saudação do Director Técnico
Dobrado o primeiro decénio de vida, eis-nos
chegados à 11ª edição do Cine Eco, sempre
com redobrados motivos para festejar o seu aparecimento e a sua
manutenção bem à tona da água, por grandes
que tenham sido, e sejam, as intempéries. As crises vão-se
sucedendo, no mundo e no nosso país, mas o festival vai-se
conseguindo manter, equilibrando-se em orçamentos de conjuntura
que não permitem grandes voos, mas que, por força
da tenacidade de quem aposta nesta iniciativa, vão criando
“milagres” sucessivos que permitem o certame singrar,
e não só isso, impor-se, quer a nível nacional,
quer a nível internacional, onde a sua força e importância
são cada vez maiores.
Para lá de pertencer ao pequeno grupo inicial que anunciou
a criação de uma Associação de Festivais
de Cinema de Meio Ambiente (EFFN - Environmental Film Festival Network),
de colaboração com o Festival Internacional de Cinema
del Medi Ambient, de Sant Feliu de Guixols, Barcelona (Espanha),
o Eco Cinema, International Film Festival (Grécia), o Cinemambiente,
Environmental Film Festival, de Turim (Itália), a que se
acrescentaram mais alguns no último ano, como o festival
da República Checa, o Cine Eco estreita laços de colaboração
cada vez mais fecunda e fraterna com o FICA, de Goiás, Brasil
(o que permitiu já a criação de uma geminação
entre as cidades de Seia e de Goiás), estabelecendo novas
parcerias, como com o Festival de Ambiente de Washington, um dos
mais prestigiados do mundo, de quem recebemos este ano a visita
de um dos principais colaboradores como membro do Júri, e
que irá dedicar uma especial atenção ao Cine
Eco na sua próxima edição (o Cine Eco será
o festival convidado da próxima edição do Environmental
Film Festival de Washington). Para lá destes novos laços
não esquecemos os já existentes com o Vizionária,
International Video Festival, de Siena (Itália) e o Wild
and Scenic Environmental Film Festival, de Nevada City (EUA).
Mas o Cine Eco vai colaborando ainda em vários tipos de acontecimentos,
quer a nível nacional, quer internacional. Este ano forneceu
já obras para comemorações do dia do ambiente
em diversas instituições, como por exemplo a Biblioteca
Museu República e Resistência em Lisboa, tendo desde
já asseguradas extensões no Centro das Artes, Casa
das Mudas, na Calheta, Madeira, e no Instituto Superior de Engenharia
do Porto, por altura de umas jornadas do ambiente. Mas muitas outras
solicitações irão ser satisfeitas ao longo
do ano, tornando este festival a única referência segura
de um trabalho sério e continuado, inovador e moderno, com
reconhecimento nacional e internacional, ao serviço do cinema
e do ambiente.
Este ano o Cine Eco bateu todos os records de participação:
mais de quatrocentas obras concorreram, cerca de quatro dezenas
e meia de países enviaram obras, desde o Irão ao Chile,
da Índia os Estados Unidos, da Estónia a África
do Sul, passando por quase toda a Europa. Veja-se a lista:
África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica,
Bósnia-Herzegovina, Brasil, Bulgária, Canadá,
Chile, China, Colômbia., Costa Rica, Croácia, Dinamarca,
Egipto, Espanha, Estados Unidos da América, França,
Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irão, Irlanda,
Israel, Itália, Japão, Letónia. Malásia,
México, Moçambique, Noruega, Nova Zelândia,
Portugal, República
Checa, Rússia, Suécia, Suiça, Turquia, União
Indiana, Uruguai e Venezuela.
Poucos festivais se podem honrar de uma tal participação,
tendo em conta sobretudo que a qualidade da grande maioria das obras
enviadas é muito boa e de grande interesse não só
ambiental como cinematográfico, colocando grandes dificuldades
à sua selecção, de tal forma que resolvemos
incluir uma secção de extra concurso, onde serão
apresentadas algumas obras cuja qualidade impõe a projecção,
muito embora nem sempre se possam incluir numa temática ambientalista.
Lauro António

Contando com cinco edições
no activo, o Cine Eco constitui desde já uma referência
cultural de relevante significado no âmbito da divulgação
de obras audiovisuais que defendam o equilíbrio da natureza,
a Ecologia e a harmonia na conjugação de binómios
de difícil conjugação, como são homem
e natureza, tradição e modernidade, técnicas
e tecnologias... para lá de se defender o cinema e o audiovisual,
condição primeira de qualquer festival de cinema, é
o ambiente na sua concepção mais ampla e abrangente,
tendo o homem como centro de preocupações, que aqui
nos tem reunido. Também os países lusófonos nos
merecem uma especial atenção, dedicando-se-lhe uma secção
competitiva que visa a promoção e divulgação
de obras de autores que tenham a língua portuguesa como referencial
comum.
Realizado no interior do País, numa área protegida,
o Parque Natural da Serra da Estrela, o Cine Eco afirma-se como o
mais importante festival do género em Portugal, pioneiro deste
tipo de eventos entre nós. E mesmo internacionalmente, o Cine
Eco é já um nome com créditos firmados. A comprová-lo
o convite para uma parceria já concretizada com o FICA , Festival
Internacional de Cinema do Ambiente de Goiás (Brasil). Neste
ano de 2000, o FICA exibiu, integrada na sua secção
competitiva, uma selecção de obras seleccionadas entre
as presentes anteriormente no Cine Eco.
Ao longo das cinco edições muitas personalidades do
mundo da cultura, do cinema, da televisão , do espectáculo
cruzaram os seus caminhos em Seia.
Neste ano de 2000, as perspectivas são as melhores. Para lá
da secção competitiva, o Cine Eco conta apresentar vários
ciclos paralelos: o já tradicional Outras Terras, Outras Gentes,
os filmes para crianças (público privilegiado desde
sempre neste certame), À DESCOBERTA DE Paul Thomas Anderson,
Uma cidade no cinema, etc.
Carlos Teófilo
Director executivo
|