CineEco 2005

XI Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela

21 de Outubro a 30 de Outubro de 2005

Organização

Juri Imprensa Novidades

 

Câmara Municipal de Seia
Empresa Municipal de Cultura e Recreio – EMCR de Seia

 

Saudação do Director Técnico

Dobrado o primeiro decénio de vida, eis-nos chegados à 11ª edição do Cine Eco, sempre com redobrados motivos para festejar o seu aparecimento e a sua manutenção bem à tona da água, por grandes que tenham sido, e sejam, as intempéries. As crises vão-se sucedendo, no mundo e no nosso país, mas o festival vai-se conseguindo manter, equilibrando-se em orçamentos de conjuntura que não permitem grandes voos, mas que, por força da tenacidade de quem aposta nesta iniciativa, vão criando “milagres” sucessivos que permitem o certame singrar, e não só isso, impor-se, quer a nível nacional, quer a nível internacional, onde a sua força e importância são cada vez maiores.
Para lá de pertencer ao pequeno grupo inicial que anunciou a criação de uma Associação de Festivais de Cinema de Meio Ambiente (EFFN - Environmental Film Festival Network), de colaboração com o Festival Internacional de Cinema del Medi Ambient, de Sant Feliu de Guixols, Barcelona (Espanha), o Eco Cinema, International Film Festival (Grécia), o Cinemambiente, Environmental Film Festival, de Turim (Itália), a que se acrescentaram mais alguns no último ano, como o festival da República Checa, o Cine Eco estreita laços de colaboração cada vez mais fecunda e fraterna com o FICA, de Goiás, Brasil (o que permitiu já a criação de uma geminação entre as cidades de Seia e de Goiás), estabelecendo novas parcerias, como com o Festival de Ambiente de Washington, um dos mais prestigiados do mundo, de quem recebemos este ano a visita de um dos principais colaboradores como membro do Júri, e que irá dedicar uma especial atenção ao Cine Eco na sua próxima edição (o Cine Eco será o festival convidado da próxima edição do Environmental Film Festival de Washington). Para lá destes novos laços não esquecemos os já existentes com o Vizionária, International Video Festival, de Siena (Itália) e o Wild and Scenic Environmental Film Festival, de Nevada City (EUA).
Mas o Cine Eco vai colaborando ainda em vários tipos de acontecimentos, quer a nível nacional, quer internacional. Este ano forneceu já obras para comemorações do dia do ambiente em diversas instituições, como por exemplo a Biblioteca Museu República e Resistência em Lisboa, tendo desde já asseguradas extensões no Centro das Artes, Casa das Mudas, na Calheta, Madeira, e no Instituto Superior de Engenharia do Porto, por altura de umas jornadas do ambiente. Mas muitas outras solicitações irão ser satisfeitas ao longo do ano, tornando este festival a única referência segura de um trabalho sério e continuado, inovador e moderno, com reconhecimento nacional e internacional, ao serviço do cinema e do ambiente.
Este ano o Cine Eco bateu todos os records de participação: mais de quatrocentas obras concorreram, cerca de quatro dezenas e meia de países enviaram obras, desde o Irão ao Chile, da Índia os Estados Unidos, da Estónia a África do Sul, passando por quase toda a Europa. Veja-se a lista:
África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Bósnia-Herzegovina, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, China, Colômbia., Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Egipto, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irão, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letónia. Malásia, México, Moçambique, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, República
Checa, Rússia, Suécia, Suiça, Turquia, União Indiana, Uruguai e Venezuela.
Poucos festivais se podem honrar de uma tal participação, tendo em conta sobretudo que a qualidade da grande maioria das obras enviadas é muito boa e de grande interesse não só ambiental como cinematográfico, colocando grandes dificuldades à sua selecção, de tal forma que resolvemos incluir uma secção de extra concurso, onde serão apresentadas algumas obras cuja qualidade impõe a projecção, muito embora nem sempre se possam incluir numa temática ambientalista.

Lauro António


 

Festival de afectos

Contando com cinco edições no activo, o Cine Eco constitui desde já uma referência cultural de relevante significado no âmbito da divulgação de obras audiovisuais que defendam o equilíbrio da natureza, a Ecologia e a harmonia na conjugação de binómios de difícil conjugação, como são homem e natureza, tradição e modernidade, técnicas e tecnologias... para lá de se defender o cinema e o audiovisual, condição primeira de qualquer festival de cinema, é o ambiente na sua concepção mais ampla e abrangente, tendo o homem como centro de preocupações, que aqui nos tem reunido. Também os países lusófonos nos merecem uma especial atenção, dedicando-se-lhe uma secção competitiva que visa a promoção e divulgação de obras de autores que tenham a língua portuguesa como referencial comum.
Realizado no interior do País, numa área protegida, o Parque Natural da Serra da Estrela, o Cine Eco afirma-se como o mais importante festival do género em Portugal, pioneiro deste tipo de eventos entre nós. E mesmo internacionalmente, o Cine Eco é já um nome com créditos firmados. A comprová-lo o convite para uma parceria já concretizada com o FICA , Festival Internacional de Cinema do Ambiente de Goiás (Brasil). Neste ano de 2000, o FICA exibiu, integrada na sua secção competitiva, uma selecção de obras seleccionadas entre as presentes anteriormente no Cine Eco.
Ao longo das cinco edições muitas personalidades do mundo da cultura, do cinema, da televisão , do espectáculo cruzaram os seus caminhos em Seia.
Neste ano de 2000, as perspectivas são as melhores. Para lá da secção competitiva, o Cine Eco conta apresentar vários ciclos paralelos: o já tradicional Outras Terras, Outras Gentes, os filmes para crianças (público privilegiado desde sempre neste certame), À DESCOBERTA DE Paul Thomas Anderson, Uma cidade no cinema, etc.

Carlos Teófilo
Director executivo

 

Seia continua a surpreender pela positiva.

Passo a passo, na cidade de Seia constrói-se o dia-a-dia social e cultural a partir de pequenos e grandes feitos, seja pela via institucional ou descomprometida.
Nesse misto de atitude, surge a décima primeira edição do Cine’Eco, um festival que se afirma como um cartaz de visita de Seia para o mundo, onde confluem vontades, afectos e laivos de inovação, criatividade e entusiasmo.
De ano para ano o festival cresce, alarga os seus horizontes e cria novas pontes. A Lusofonia tem estreitado laços transatlânticos, consolidando acções de cooperação com Cabo Verde e Brasil, destacando-se nomeadamente o processo de geminação que está em curso com a cidade brasileira de Góias, do Estado de Góias.
Nessa linha, e além da relação profícua com vários festivais europeus, a plataforma alargar-se agora à Ilha da Madeira e aos Estados Unidos da América e o polo aglutinador continua a ser o Cine’Eco, como festival de referência no panorama de festivais internacionais de cinema dedicados ao Ambiente
Por cá, o festival pretende abrir-se cada vez mais à comunidade, daí o reforço na aproximação às escolas e demais entidades locais, para que o Cine’Eco além de ser uma janela aberta ao mundo, seja um factor de mobilização local e um ponto de encontro das pessoas de Seia e da região.
Por isso, esta não é apenas mais uma edição, mas um novo pretexto para a festa do cinema, numa maratona de afectos, onde as pessoas se encontram para ver cinema, discutir ideias, partilhar preocupações e reflexões sobre as realidades cinéfilas e ambientais do mundo contemporâneo.
Neste sentido, apraz formular votos para que todos se sintam bem no festival– público, membros do júri, jornalistas, realizadores e demais convidados e que o Cine’Eco volte a ser um êxito, porque Seia continua a surpreender pela positiva.

Mário Jorge Branquinho
(Organização)

Empresa Municipal de Cultura e Recreio Seia - Município de Seia - Ministério da Cultura - ICAM